Produção adicional SINACC

Comparador do regime antigo (Portaria n.º 207/2017, SIGIC) com o novo regime em vigor desde 1 de julho de 2026 (Portaria n.º 274/2026/1 — tabelas de preços APR36; Portaria n.º 281/2026/1 — regras de pagamento da produção adicional e externalizada, ao abrigo do DL n.º 12/2026 — SINACC). Selecione os GDH, ajuste material, regime e percentagem da equipa; passe o rato (ou toque) no i junto a cada valor para ver a fórmula completa. As citações de artigos (ex.: art. 5.º) saltam diretamente para o artigo no texto integral da Portaria 281/2026/1 (transcrição anotada, com ligação ao texto oficial do DR) — o sítio do Diário da República não permite ligação direta a cada artigo.

Parâmetros globais

Produção adicional
majoração ×1,2 dos procedimentos complexos
aplicar a taxa ao «antes»
Dedução dos implantes — a Direção Executiva do SNS esclareceu que a fórmula aplicável é «(GDH − implante) × %» (implante descontado ao bolo). O art. 5.º, n.º 10 admite duas leituras: «(GDH − implante) × %» desconta o implante ao bolo e a equipa recebe a percentagem do restante (leitura adotada pelo CA); «GDH × % − implante» desconta o implante à verba da equipa (leitura literal). Inflação — os preços da Portaria 207/2017 nunca foram atualizados; o IPC acumulado desde julho de 2017 é ≈ 22–23% (INE, taxas médias anuais). Com o interruptor ativo, os valores «antes» são multiplicados por (1 + taxa) para comparação a preços de hoje.
Mix de severidades (case-mix do serviço)
Na externalização pagam-se severidades 1 e 2 — a sev. 2 por comorbilidades é paga ao hospital de destino (art. 8.º, n.º 1); às equipas internas paga-se a sev. 1, salvo se a sev. 2 resultar do diagnóstico + procedimento principais (art. 5.º, n.º 4). Sev. 3/4 pagam-se pela sev. 2 em ambos os casos. No regime antigo pagava-se a severidade codificada (1 ou 2), sem restrição de origem. Os «Antes/Agora» da tabela e o «custo esperado por episódio» nos cartões refletem este mix.
Contabilização de custos por episódio
Custos internos do hospital
Complicações tardias (dados do hospital — editar)
Estimativas de partida — substitua pelos dados do próprio hospital. O preço compreensivo da externalização cobre apenas 2 meses (art. 8.º); infeção periprotésica, rigidez e dor evidenciam-se aos 6–12 meses e as revisões (>10 000 € só em material, com internamento prolongado) ficam por conta do hospital de origem. O acréscimo esperado (taxa × custo) soma-se ao custo de externalizar nos GDH com o interruptor «risco de complicações» ativo — artroplastias (301, 302) por defeito.
Sala privada alugada
No cenário de sala alugada, o hospital paga apenas cirurgiões + instrumentistas (fração da equipa acima); anestesia e enfermagem de sala estão incluídas no preço da sala. A demora média serve para calcular o preço implícito de cada diária de internamento libertada.

Perfil — quem está a ver os valores

Distribuição do valor da equipa (Modelos A/B do hospital — % do valor da equipa)
Modelos A (ambulatório) e B (internamento) de registo de produção adicional do hospital. A fatia dos cirurgiões divide-se conforme o slider «% do cirurgião» — 50% = divisão a meio entre principal e ajudante; ajuste (30–70%) para saber exatamente o que compete a um interno ou especialista conforme o papel na cirurgia. Enfermeiros em partes iguais. Escolhido um perfil, o valor individual aparece em itálico por baixo do valor da equipa em cada GDH.

GDH da especialidade — selecionar para analisar

Cada GDH tem uma sublinha por regime (internamento e ambulatório), com o valor dos implantes e a % da equipa editáveis por regime (predefinidos por GDH). «Antes/Agora» são valores esperados por episódio com o mix de severidades: no antigo pagava-se a severidade codificada; no novo, a sev. 2 por comorbilidades paga-se pela sev. 1. Fórmula confirmada pela DE-SNS: (GDH − implante) × %. Clique numa linha para abrir/fechar o cartão detalhado desse regime. «N.º / sessão» soma o total no rodapé; os valores refletem o perfil escolhido acima.

Regras novas relevantes — Portaria n.º 281/2026/1

Leitura para gestão — o que os números mostram (e o que não mostram)

Nota — risco de desmotivação das equipas: a produção adicional é um grande motivador das equipas. Se deixar de compensar financeiramente (dedução das próteses, fim da majoração ×1,2, pagamento pela severidade 1 e percentagens fixadas abaixo do teto), em poucos meses os profissionais comprometem as suas agendas com atividade privada para compensar — e, uma vez comprometidos, diminui a probabilidade de retomarem a produção adicional ao mesmo nível e aumenta a probabilidade de quebrarem o vínculo com o hospital. A consequência é a perda de capacidade cirúrgica própria e o aumento da dependência da externalização — onde a mesma cirurgia é paga ao preço compreensivo da coluna O/P.